Ainda na Sala de recuperação. Passei uma noite e um dia lá. Dormindo e movendo os olhos para ver o que se passava em volta. Interessante ver a troca de plantão dos profissionais. A cada intervalo (perdi as contas de quantos) vinha uma enfermeira e um técnico se apresentar e dizer que cuidaria de mim. Sensação de acolhimento mesmo, já que estava entre estranhos. Gostei muito do atendimento da Santa Casa, não tenho do que reclamar tirando as injeções que não gostei nada nada, mas isso não é culpa deles. Os horários de visita eram restritos. Meia hora a cada turno, e uma pessoa por vez. Esqueci de comentar no post anterior da visita dos poucos integrantes da família logo após o término da cirurgia (ja que moro na capital e meus familiares moram cerca de 400km distantes de mim, então obviamente não podia esperar ve-los). Claro que todos disseram que eu estava muito bem (embora eu tivesse noção do inchaço do meu rosto, sem contar que estava com ataduras em volta da cabeça). Foi legal tê-los por por perto, em cada intervalo. Sei que não é fácil para o acompanhante estar no hospital, e por isso agradeço muito a eles por isso.
Somente a noite fui para o quarto depois do último horário de visita. Acho que a sensação de transferência é boa porque a pessoa se cansa da mesmice. Embora tenha trocado uma por outra, só que com a presença dos queridos e da TV com canais abertos rsrsrsrsrs. Queria tanto ter visto o episódio do CSI na segunda; do V na terça e ou os reprises, mas tudo que tinha disponível era a Ana Maria Brega, digo Braga; a TV Globinho, com a variação de canais Globo "E" RBS. Tá tinha o SBT, Record e alguns canais locais, mas pra quem está acostumado com os canais fechados, é difícil. (não to reclamando, o atendimento no hospital foi excelente e meu plano cobriu inclusive quarto privativo - imagina a cena, além de ter de ver só esses canais, ainda ter de dividir o controle remoto com alguém que só assiste canais evangélicos, nada contra, mas ninguem mereceria isso)
Alimentação: café da manhã: suco de uva; lanche da manhã: milk shake sem leite sabor morango; almoço, uma sopa líquida acho que de abóbora; lanche da tarde: suco de gelatina sabor uva; jantar: sopa líquida de arroz e jantar: Nutridrink. Detalhe: tudo pela seringa e na primeira noite no quarto senti fome de leão, de madrugada, já que não estava mais tomando soro com os nutrientes. Uma fome de doer literamente o estômago e as costas, acreditem! Agora já não sinto isso.
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